domingo, 28 de fevereiro de 2010

Acne adulta: ninguém merece !



Se as espinhas causam indignação na adolescência, após os 25 anos então, nem se fale! O pior é que aumenta todos os dias o número de mulheres que reclama desse problema, capaz de deixar cicatrizes feias no rosto. Para explicar as suas causas e indicar os tratamentos mais eficientes, conversamos com a dermatologista Glícia Icae Rodante, de São Paulo, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Dá só uma olhada…

• Por que surge?
A acne é uma doença de caráter multifatorial, ou seja, pode ser desencadeada por vários motivos: má alimentação, uso de cosméticos inadequados, stress, alterações hormonais… “Estudos mostram que o problema é mais freqüente nas mulheres adultas do que nos homens”, conta. Além das espinhas, muitas vezes aparecem vasinhos, vermelhidão e ressecamento na pele, o que leva ao uso de cremes consistentes – eles agravam ainda mais a situação.

• A acne piora ou melhora no verão?
Há controvérsias na literatura científica. existem dois tipos de acne: a que se agrava no inverno devido ao aumento da atividade das glândulas sebáceas e a que piora no verão, quando a hidratação folicular se eleva por causa das altas temperaturas – com uma maior produção de suor, os folículos acabam ficando entupidos, resultando no surgimento das lesões.

• Como é o tratamento?
Somente um dermatologista pode avaliar o seu tipo de acne e indicar o procedimento mais adequado para combatê-lo. De um modo geral, o tratamento envolve o uso de sabonetes adstringentes, a aplicação de produtos tópicos (ácidos retinóico e salicílico, peróxido de benzoíla, antibióticos…) e a ingestão de medicamentos, como a isotretinoína, que atrofia as glândulas sebáceas por um longo período, normalizando a produção de sebo. Também há técnicas coadjuvantes que podem melhorar o aspecto da acne, como peelings, que clareiam a pele e melhoram as cicatrizes; a luz azul, com propriedades antiinflamatórias e seborreguladoras; a luz intensa pulsada, e os lasers, que atuam sobre as lesões e as eventuais marcas que elas podem deixar no rosto.



Texto: Paula Lima

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